Capítulo 4: ERA CLÁSSICA

ERA CLÁSSICA ou ANTIGA

Entre os séculos 6 e 5 a.C., o mundo grego sofreu uma reviravolta socioeconômica decisiva para o surgimento de pensadores da estatura de Sócrates, Platão e Aristóteles.

A cultura agrária e aristócrática da Grécia, que na época reunia cidades-Estados e não formava um país como hoje, deu lugar à vida urbana e democrática.

Uma nascente indústria artesanal e o comércio levaram hordas de gregos do campo para as cidades. A nova classe trabalhadora passou a questionar o poder político da monarquia e, por volta de 507 a.C, o reformador Clístenes introduziu um princípio crucial que alterou a ordem social na região: a igualdade dos homens perante a lei e o direito de todos participarem das decisões políticas da comunidade.

A Grécia virou uma democracia direta. Nascia a figura do cidadão. Boa parte dos habitantes podia dar pitaco nas reformas da cidade e expressar opiniões em público (exceto mulheres e escravos, mas paciência…).
Mas era preciso saber falar para ser ouvido. O ideal de educação no novo mundo grego valorizava a formação do cidadão e não mais exaltava as virtudes aristocráticas, típicas dos poemas de Homero e Hesíodo, para quem o homem ideal era o herói de guerra atlético e corajoso.

Os novos professores da classe cidadã eram os sofistas, pensadores que se apresentavam como mestres da oratória e da retórica e contestavam tudo e todos. Para os sofistas, o bom cidadão era persuasivo. Quem dominava a oratória ganhava qualquer discussão em uma assembleia na pólis. Certo? Sim, mas não para Sócrates, o pai da filosofia ocidental.
Sócrates construiu grande parte de seu pensamento em oposição ao sofistas, aos quais acusava de não ter respeito pela verdade. Como podiam defender uma ideia ou outra apenas para obter vantagem? Cadê a vergonha na cara?

Para o mestre de Platão, o importante era buscar a essência das coisas e do mundo, o conceito de valores como justiça, amizade, amor, beleza e prudência. A verdade vem da reflexão racional sobre o que nos rodeia e não da percepção ou da opinião.

O pai da filosofia distribuía perguntas pelas ruas da capital Atenas que desconcertavam os cidadãos gregos— O que é a beleza? Você diz que justiça é importante, mas o que é a justiça? Por que você pensa o que pensa?— e deu forma e método para a filosofia como a conhecemos hoje. Foi o primeiro filósofo “profissional”.

Durante o período de ouro na Grécia, a filosofia se debruçou sobre quatro conceitos-chave: o bom, o belo, o bem e o justo. Mas não havia limites para o pensamento do trio filosófico mais influente da Antiguidade. Sócrates, Platão e Aristóteles estavam envolvidos com grandes questões: o sentido da vida, justiça social, administração das cidades, a busca da felicidade, como ser um bom cidadão. Mas iam além.

A voracidade intelectual de Aristóteles era algo sem precedentes. O filósofo de Estagira (cidade do nordeste da Grécia) se interessou por todos os assuntos, da física à biologia passando pela ética, a política e a metafísica. A filosofia clássica foi a mãe das ciências — ideia que vai persistir até o final do século 18.
CONHEÇA OS PENSADORES

 DIALÉTICA SOCRÁTICA - é uma forma de 'filtrar' um discurso ou fala através do questionamento lógico! Exemplo:


Virtude: modo de vida que tem o BEM como objetivo! Como devemos viver?
        A Maiêutica = "técnica de trazer à luz" pressupõe uma crença de Sócrates, segundo a qual a verdade está no próprio homem, mas ele não pode atingi-la porque não só está envolto em falsas ideias, em preconceitos, como está desprovido de métodos adequados. 
       A forma de fazer surgir o conhecimento é perguntando, questionando, pondo a prova a verdade das coisas.

Platão




MITO ou ALEGORIA DA CAVERNA DE PLATÃO

  1. A verdade precisa ser descoberta através da luz, para não ficarmos presos a sombras imperfeitas. = DUALISMO
  2. Devemos nos esforçar para ver a luz, é dolorido, os olhos precisam aprender a ver a verdade = ÉTICA E VIRTUDE
  3. Outros ainda continuam preso no fundo da caverna, na enganação, e precisam ser salvos = MORAL SOCIAL










Piteco 1
Piteco 2
No diálogo Fedro, Platão nos lembra que há, na alma humana, um conflito entre a força do hábito, que faz com que o prisioneiro se sinta confortável em sua situação familiar, e a força do eros, quer dizer, a curiosidade, o impulso, que o estimula para fora, para buscar algo além de si mesmo. Platão também formulou ideias no campo político, apontando como forma ideal um governo conduzido e dominado por filósofos – os mais sábios deveriam governar. 
No Estado ideal, todas as pessoas, ricas ou pobres, filhos de militares, trabalhadores ou governantes, homens ou mulheres, deveriam estudar desde crianças e fazer diversos testes. Aquelas que fossem deixadas para trás no teste, iam sendo agricultores, comerciantes, militares, e assim por diante. Os homens que passassem em todos os testes, aos 50 anos, estariam prontos para governar, automaticamente, sem nenhuma eleição. 
Platão hoje 
As referências a Platão continuam intensas nos dias de hoje. Filmes como Matrix se utilizam do mito da caverna para pensar sobre a possibilidade de vivermos numa ilusão. Seriados como Blackmirror abordam a possibilidade de, no mundo digital, criarmos novas “cavernas” (nas redes sociais ou celulares, por exemplo), e, assim, nos enclausurarmos em falseamentos da realidade

Matrix X Platão

Aristóteles





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