Capítulo 6: RENASCIMENTO

RENASCIMENTO

O Renascimento não é precisamente um período histórico, mas a síntese de um espírito novo que surgiu na Itália. Na filosofia, o movimento foi inaugurado por Dante, com a sua Divina Comédia, no início do século 14, mas foi a partir dos séculos 15 e 16 que os pensadores ampliaram a faxina para varrer a poeira medieval.

Os renascentistas eram bons marqueteiros: usavam os termos “renovar”, “restituir a uma nova vida”, “fazer reviver” para marcar uma oposição clara à cultura da Idade Média, que julgavam um período de barbárie e escuridão. A história fez questão de acabar com essa propaganda enganosa — a Idade Média não foi só horror.

O nome Renascimento, enfim, colou, mas o período marcou, na verdade, o parto de uma outra cultura, que colocou o homem e suas inquietações — e não mais o Deus dos medievais — de volta ao centro do mundo. Não por acaso, a fase também é chamada de humanismo. Nascia uma filosofia inteiramente secular, separada da Igreja.
Os renascentistas beberam na mesma fonte dos medievais, na filosofia grega. Platão e Aristóteles — sempre eles — foram a inspiração dos ideais antropocentristas. Platão foi amplamente recuperado na Itália renascentista que dominou o mundo cultural da época — a imprensa de Gutenberg se encarregou de espalhar as ideias renascentistas para o resto da Europa.

Os humanistas colocaram em prática o uso da razão e da evidência empírica na investigação do mundo. Mas a coisa não era tão pé-no-chão assim. Uma das correntes do pensamento da época, o neoplatonismo, explorava a ideia de que o homem era parte da natureza e podia agir sobre ela por meio da magia e da astrologia.

Outra corrente, mais realista, iniciou a defesa dos ideais republicanos contra o poderoso Império Germânico e contra os papas. O florentino Nicolau Maquiavel é seu primeiro representante. A liberdade política da antiga Grécia era exaltada como exemplo de participação social.

A indignação contra o status quo levou a mudanças profundas e marcou a Reforma Protestante, que teve como resposta a Contra-Reforma e a Inquisição.
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Leonardo da Vinci (1452-1519)

Considerado um dos maiores gênios da história da humanidade, Leonardo da Vinci foi pintor, escultor, engenheiro, cientista, escritor e inventor italiano.
Nascido no vilarejo italiano de Anchiano, Leonardo foi uma das figuras mais importantes do Renascimento, de forma que contribuiu para a produção intelectual e artística da época. De suas obras destacam-se: “A Última Ceia” (Santa Ceia) e “A Gioconda” (ou Mona Lisa).



Os pensadores renascentistas escreviam bem à beça. As obras mais famosas da época são hoje mais conhecidas como peças literárias do que como tratados filosóficos.

Nessa época, muitos escritores se empenharam em trazer à tona os aspectos do humanismo renascentista, inaugurando assim, a literatura moderna. Segue abaixo, um dos maiores representantes da literatura renascentista:

Elogio à Loucura, de Erasmo de Roterdã, por exemplo, é considerado uma das sátiras mais brilhantes da literatura mundial. Montaigne, autor de Ensaios, é tido como o inventor do gênero.


Apesar do entusiasmo marcado pelas grandes aventuras marítimas da época e pelo pulsante comércio que entupia a Europa de novidades vindas do Oriente e da América, sem esquecer da efervescência das artes, com Da Vinci, Botticelli e Michelângelo botando para quebrar, as obras mais famosas do campo filosófico são céticas e pessimistas.



Para Maquiavel e Montaigne, por exemplo, não havia muita saída para a corrupção na política — uma interpretação tremendamente atual, diga-se.
CONHEÇA OS PENSADORES


Santa Ceia

Ponto de Fuga - Santa Ceia de Leonardo da Vinci

perspectiva com um ponto de fuga, também conhecida como perspectiva renascentista, é o primeiro método de perspectiva exata, que se baseia em um ponto de fuga, situado na linha do horizonte, para o qual convergem as retas paralelas que, ao serem transformadas em diagonais no quadro, provocam a sensação de profundidade.




Estudo de personagens




A Virgem e Santa Ana - Leonardo da Vinci
Imagem Medieval

Homem Vitruviano - A perfeição na proporcionalidade humana











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